Previsão de vazão na bacia do rio São Francisco

A previsão em curto prazo utilizando modelo de tempo e modelo hidrológico foi realizada no rio São Francisco. Em semanas anteriores mostramos os resultados da previsão de longo prazo utilizando o modelo climático do CPTEC e o modelo MGB-IPH.

Nesta semana vamos apresentar um resumo do mesmo estudo para previsão de curto prazo (até 1 mês no futuro) utilizando-se do modelo regional climático ETA utilizado pelo CPTEC para prever a chuva até 10 dias no futuro e a previsão da vazão com o modelo IPH-MGB. Os resultados foram comparados para Três Marias e Sobradinho.

Os resultados compararam os resultados do:

•Modelo ETA (com resolução de 40 km de malha) + IPH-MGB (ETA40);
•Os resultados do modelo estocástico operado pela ONS (PREVIVAZ);
•Com a previsão realizada com a chuva observada, retratando o cenário onde não existe erro no modelo meteorológico (Pobs).

Na figura 1 observa-se os resultados do erro médio percentual para o reservatório de Três Marias, com antecedência de 1 e 2 semanas devido ao tempo de antecedência desta bacia. Pode-se observar o ganho da previsão do modelo meteorológico + hidrológico com relação ao modelo estocástico. Verifica-se também que o erro do modelo hidrológico (com chuva conhecida) é da ordem de 20%.

Na figura 2 observa-se a previsão para Sobradinho. Como a bacia é maior, nas antecedências pequenas o erro da chuva não é importante. A medida que a antecedência aumenta, chegando a 1 mês, o erro da chuva passa a ser importante. O erro do modelo hidrológico também aumenta com a antecedência porque no modelo hidrológico o efeito da transformação chuva em vazão é importante, enquanto que nos tempos menores o efeito maior é da propagação no rio, onde o erro é menor. A figura também mostra um ganho razoável do modelo determinístico meteorológico/hidrológico.

A vantagem do modelo determinístico meteorológico + hidrológico é que traz informações recentes do comportamento do tempo e hidrológico para prever o futuro, enquanto que o modelo estocástico usa o passado para prever o futuro. Este tipo de resultado é aceitável para bacias grandes, em bacias pequenas o erro do modelo de previsão de tempo pode ser alto e gerar fortes incertezas nas vazões. A evolução principal destas metodologias está principalmente no componente meteorológico e na melhor monitoramento em tempo real.

O relatório deste estudo e suas publicações pode ser obtida em:
http://galileu.iph.ufrgs.br/collischonn/ClimaRH/sfrancisco/SFprincipal.htm

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Figura 1 Previsão de vazão em tempo real em Três Marias.

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Figura 2 Previsão de vazão tempo real em Sobradinho

About Prof. PhD Carlos E. M. Tucci

Engenheiro civil, MSc, PhD, professor aposentado do IPH-UFRGS, sócio-fundador da Rhama Consultoria Ambiental. Autor de mais de 300 artigos científicos, livros, capítulos de livros. Experiência de mais de 40 anos na área, com atuação junto a empresas e entidades nacionais e internacionais como: Unesco, Banco Mundial, BID, ANEEL, ANA, Itaipu, entre outros. Premiado em 2011 pela International Association of Hydrological Sciences.

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