Entrevista com Dr. Luís Molion sobre mudanças climáticas

Luiz Carlos B. Molion é físico pela IFUSP (1969), PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, USA, (1975), Pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia (IH), Wallingford, UK, (1982) e “fellow” do Wissenschftskolleg zu Berlin, DBR (1990). É Pesquisador Sênior aposentado do INPE, onde exerceu o cargo de Diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas e coordenou experimentos na Amazônia da década de 1980, em colaboração com o IH e NASA. Atualmente, é professor e está Diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas. Além de Dinâmica de Clima, ele desenvolve pesquisas nas áreas de desenvolvimento duradouro, dessalinização de água e energias renováveis, incluíndo biodiesel de palmáceas nativas. Também é conhecido por contestar a visão apresentada pelo IPCC sobre mudanças climáticas.

Tucci: 1 – Existe uma predominância de opiniões (IPCC e de vários pesquisadores) de que as mudanças climáticas estão ocorrendo devido a emissão de CO2 para atmosfera. Você tem contestado esta visão, quais são seus argumentos?

Molion: Entre os anos 800 e 1200 DC, há registros históricos e de testemunhos climáticos que a Terra esteve mais aquecida do que hoje, a ponto de a Groelândia (Terra Verde) ter sido colonizada pelos Vikings, que lá praticaram agricultura. As concentrações de CO2, estima-se, teriam sido 30% mais baixas que a atual. Hoje, em pleno “aquecimento global”, e com a maior concentração de CO2 dos últimos 650 mil anos (IPCC, 2007), a Groelândia está coberta de gelo (?!). Num passado mais recente, entre 1925-1946, ocorreu um aquecimento global, que correspondeu a 60% do aquecimento “observado” nos últimos 150 anos, incluindo o derretimento do gelo do Ártico. Paradoxalmente, antes do término da Segunda Guerra Mundial, o homem emitia para a atmosfera apenas 6% do carbono que emite hoje. Portanto, esse aquecimento deve ter sido natural e não pode ser atribuído ao CO2, cuja concentração era cerca de 20% inferior à atual. Logo após, entre 1947-1976, ocorreu um desenvolvimento econômico acelerado, com um aumento significativo do consumo de combustíveis fósseis e emissões. Porém, embora a concentração de CO2 continuasse aumentando, o globo esfriou. Eu estava fazendo meu doutorado nos EEUU na primeira metade da década de 1970 e tive o privilégio de ouvir as discussões e o “consenso científico” que uma nova era glacial se estabeleceria nas próximas décadas. Aí, surgiu o aquecimento pós-1977, e o “consenso” se inverteu! A temperatura global mais alta ocorreu em 1998, coincidente com o evento El Niño, tido como o mais forte do século passado. De lá para cá, as temperaturas globais têm sido mais baixas, particularmente neste último inverno. Entretanto, a concentração de CO2 continuou a aumentar. O coeficiente de correlação entre as séries de temperatura do ar e da concentração de CO2 é inferior a 0,1, mais um indicativo de que o CO2 não seja responsável pelo aumento de temperatura. Em adição, sabe-se que a solubilidade de um gás em um líquido é função inversa de sua temperatura. Ou seja, oceanos mais quentes absorvem menos, ou liberam mais, CO2, já que os oceanos são um reservatório de carbono 60 vezes maior que o atmosférico. Os oceanos tropicais, particularmente o Pacífico, ficaram mais aquecidos entre 1977 e 1998, quando ocorreram vários eventos El Niño intensos (1979/80, 1982/83,1986/87,1992/93 e 1997/98). Assim, é possível que o aumento de CO2 atmosférico seja decorrente do aquecimento dos oceanos. Finalmente, os resultados das análises dos cilindros de gelo de Vostok, sugeriram que as temperaturas dos interglaciais de 130 mil, 250 mil e 350 mil anos atrás foram mais elevadas que às do atual interglacial, porém as concentrações de CO2 foram 20% inferiores à atual (Leia mais: AGW JAN-2008_V2).

Tucci: 2 Em 1990 quando fizemos um estudo sobre mudança climática sobre o rio Uruguai para a EPA e universidades Americanas, lembro que você contestava que a Terra não estava esquentando, mas esfriando. Você continua afirmando isto, mas o que se observou nestes últimos 17 anos é de aumento da temperatura em grande parte do globo. Como ficam suas previsões com base nesta evidência?

Molion No início da década de 1990, meu argumento principal é que havia uma série muita curta (12 a 13 anos) para caracterizar uma “tendência de aquecimento” de longo prazo e que tinha ocorrido um aquecimento entre 1925-1946, que não podia ser atribuído ao CO2. Como há evidências que, no último milhão de anos, a Terra passou por 9 eras glaciais, que duraram cerca de 100 mil anos cada, ou seja, 90% do tempo o clima tinha estado mais frio que o atual, argumentei que seria mais plausível esperar que o clima se resfriasse em um prazo mais longo. É verdade que a temperatura continuou a subir na década de 1990, mas a magnitude desse último aquecimento é questionável, uma vez que, por exemplo, o número de estações meteorológicas de superfície continental (termômetros) diminui sensivelmente, de cerca de 14 mil nos anos 1960 para menos de 2 mil atualmente. Essa redução foi mais significativa na Rússia (Sibéria), que apresenta temperaturas mais baixas em média, e nas zonas rurais. Os termômetros de zonas urbanas sofrem o “efeito de ilha de calor”. Ou seja, a energia (calor) solar é repartida entre os processos de evapo(transpi)ração e aquecimento do ar. Nas cidades, devido à impermeabilidade da superfície, praticamente não há água para evaporar. Assim, a maior parte do calor solar é utilizada para aquecer o ar e os termômetros urbanos registram temperaturas 3 a 5 ºC mais elevadas que às da zona rural, em média. Por sua vez, dados de temperatura obtidos por satélites (MSU/UAH), não mostraram tendências de forte aquecimento da troposfera nos últimos 30 anos. Dez anos atrás (1997) foi publicado o primeiro trabalho sobre a Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), que é uma oscilação de baixa freqüência da temperatura de sua superfície, com fases quente e fria, semelhante ao fenômeno El Niño/La Niña, porém, com duração de cerca de 20 a 30 anos para cada fase, num ciclo total de 50 a 60 anos. Chamou minha atenção uma enorme coincidência entre as duas fases quentes da ODP (1925-1946 e 1977-1998) e aquecimento global simultâneo e entre sua fase fria (1947-1976) e resfriamento global ocorrido, resfriamento esse em que CO2 estava aumentando rapidamente, não explicado pelo IPCC. Como o Pacífico ocupa 35% da superfície terrestre e a atmosfera é aquecida por debaixo, sugeri a hipótese de trabalho que a ODP poderia ser um controlador do sistema climático mais significativo do que lhe havia sido atribuído até então. A nova fase fria da ODP parece ter iniciado em 1999 e presumo que deva durar cerca de 20 a 30 anos como a anterior. Portanto, minha previsão é que ocorra um resfriamento global nessas próximas duas décadas, até o ano 2030, aproximadamente. No que concerne aos recursos hídricos, aquecimento global é melhor que resfriamento. Na Argentina, Barros e colaboradores, em 1996, analisaram dados de 8 postos e mostraram que os totais pluviométricos médios anuais aumentaram de cerca de 850 mm/ano para 1150 mm/ano (aumento de 35%) a partir principalmente do início dos anos 1970. Você e teus colaboradores analisaram os dados de vazão de 20 postos e de precipitação de 36 postos, localizados na bacia do Rio Paraguai, em território brasileiro, bem como uma série de 95 anos de dados de nível desse rio, em Ladário, e mostraram que a bacia apresentou um regime hidrológico distinto a partir de meados dos anos 1970, com aumento significativo das cotas. Uma explicação para esse aumento de cotas seria o aumento da precipitação,. Nesse mesmo trabalho, vocês afirmaram que, no período anterior a 1970, as estiagens (dias consecutivos sem chuva) foram mais longas e que, nos dias de chuva, a precipitação média foi inferior ao período pós-1970. Você, Tucci, em um dos teus Relatório (ANA, 2002) notou que as vazões do Rio Paranapanema, em Rosana, e as do Rio Paraná, em Corrientes, sofreram incrementos de 46,2% e 27,8%, respectivamente, após o início dos anos 1970. Você atribuiu parte desses incrementos ao aumento de 15% a 17% nos totais pluviométricos sobre as bacias. A outra parte teria sido devido à mudança de uso dos solos. Em síntese, na fase fria da ODP (1947-1976), houve redução de precipitação e vazão e na fase quente (1977-1998), ocorreu o oposto. A nova fase fria da ODP (1999-2030??) poderá gerar um clima semelhante à fase fria anterior. E teremos problemas na geração de energia elétrica e na agricultura.

Tucci 3. O Grupo I do IPCC analisa os mecanismos de forçante climática externa (por ex. variabilidade solar, raios cósmicos). A conclusão do IPCC é que esses efeitos são significativos e explicam grande parte da variabilidade climática observada no passado. Entretanto, o IPCC concluiu que o aumento da forçante radiativa associada aos gases de efeito estufa de origem antrópica (homem) é hoje maior que a forçante natural. Em sua opinião, o IPCC deixou de avaliar importantes contribuições sobre este tema, quais são? Foram publicadas e avaliadas pela comunidade científica?

Molion O IPCC considerou o forçamento radiativo do CO2 14 vezes mais potente que o da irradiância solar total (IST) e não tenha dúvida que subestimou o impacto da atividade solar no clima. As variações da temperatura do planeta estão relacionadas não só aos ciclos solares de longo prazo, como os ciclos de 11 (manchas solares), 22 (reversão do campo magnético), 90 (Gleissberg), 180 (Mínimo de Dalton) anos ou mais, mas também às flutuações de curto período da IST. Existem vários artigos que exemplificaram o primeiro aspecto, como, por exemplo, o Mínimo de Maunder estar relacionado com a Pequena Era Glacial entre os anos 1400 e 1850; as temperaturas baixas no início do século passado, coincidindo com o Mínimo do Ciclo de Gleissberg; e o aquecimento global na primeira metade do século passado, simultâneo ao aumento da atividade solar que culminou em 1957/58. Locwood e Stamper (1999) estimaram que a variação da IST poderia ter sido responsável por 52% da variação da temperatura entre 1910 e 1960. Shaviv (2005), combinando fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG) com variações da IST, conclui que o Sol pode ter causado 77% da variação da temperatura nos últimos 100 anos. A correlação (r2) entre a série de 120 anos da temperatura dos EEUU e a IST foi igual a 0,59 e a 0,64 com a IST adiantada de 3 anos. Com relação ao segundo aspecto, Scafetta e West (2008) afirmaram que o Sol pode ter sido responsável por 69% da variação da temperatura do planeta, dependendo de como a IST é reconstruída. Além da IST, existem outros processos solares que podem interferir no clima indiretamente. É possível, por exemplo, que variações no campo magnético solar interfiram no fluxo de raios cósmicos galácticos (RCG). Sol mais quieto, como no presente momento, apresenta um campo magnético fraco e permite entrada de um fluxo maior de RCG no sistema solar. A hipótese de Svensmark, por exemplo, diz que os RCG funcionariam como núcleos de condensação, aumentando a cobertura de nuvens baixas, refletindo mais radiação solar de volta para o espaço e resfriando o planeta. Explosões solares energéticas (fáculas) podem aumentar o fluxo da radiação ultravioleta (UV) em mais de 15%. A UV é absorvida na formação do ozônio na estratosfera, que se aquece devido a essa absorção. Esse calor se propaga para baixo e interage com a dinâmica da troposfera. O nosso conhecimento sobre a dinâmica solar é muito parco e não é possível atualmente precisar seu impacto no clima terrestre. Basta dizer que as observações da IST por satélites começaram em 1978, menos de 3 ciclos de manchas solares, e nenhum único sensor conseguiu sobreviver desde o início das observações, dificultando o tratamento e interpretação dos dados obtidos. A variabilidade da IST entre um máximo e um mínimo do Ciclo de Gleissberg, por exemplo, pode ser maior que os 4 Wm -2, que o IPCC afirma ser o forçamento radiativo dos gases de efeito-estufa e que elevaria a temperatura global entre 2° e 4,5°C.

Tucci 4. No filme ” The Great Climate Change Swindle” ( “A grande trapaça das mudanças globais”, http://www.channel4.com/science/microsites/G/great_global_warming_swindle/index.html, somente em inglês) é citado que a Terra está efetivamente aquecendo, mas devido às atividades solares e não devido a emissão de CO2. O que diferencia dos seus argumentos?

Molion Nesse filme, os pesquisadores dão ênfase à atividade solar, porém não descartam outros processos internos e externos ao sistema climático da Terra. Meus argumentos não diferem significativamente do que foi exposto no filme. Certamente, o Sol é a principal fonte de energia para todos os processos físicos, químicos, biológicos que ocorrem no planeta e a variabilidade do fluxo solar impõem mudanças no clima. Eu argumento que, além do Sol, existem outros controladores climáticos que podem, regionalmente, amplificar ou reduzir a variabilidade climática provocada pelo Sol. Por exemplo, o aquecimento entre 1925-1946 – quando os EEUU continental, por exemplo, tiveram as temperaturas mais altas de seus 120 anos de registros – teria ocorrido devido ao aumento da atividade solar e à baixa atividade vulcânica, que reduziu a concentração de aerossóis estratosféricos e aumentou a transmissividade atmosférica, permitindo maior entrada de radiação solar no sistema terra-oceano-atmosfera. O aquecimento de 1977 a 1998 coincide com um período em que o Oceano Pacífico Tropical esteve mais aquecido, fase quente da ODP, com uma freqüência maior de eventos El Niño, É sabido que El Niños aquecem o planeta. Entretanto, o ligeiro resfriamento global registrado entre 1947-1976, quando o Sol estava em seu máximo (máximo solar dos últimos 300 anos foi em 1957/1958), pode ter acontecido devido ao resfriamento do Pacífico Tropical (fase fria da ODP), por exemplo. E, certamente, a mudança brusca que ocorreu no Pacífico em 1976 não pode ser explicada pela atividade solar, cujo impacto nos oceanos é lento e gradual dada sua inércia térmica. Deve ter havido outra causa geofísica, como mudança na circulação oceânica profunda ou mesmo atividade sísmica submarina, liberando imensas quantidades de calor no fundo dos oceanos. Só como curiosidade, convém lembrar que a Guatemala sofreu um violento terremoto em fevereiro de 1976, que matou mais de 20 mil pessoas. A nossa ignorância sobre influência desses fenômenos no clima ainda é muito grande! Ou seja, o sistema climático da Terra é muito complexo e não depende apenas da atividade solar, embora o fluxo solar absorvido no planeta seja a causa mais importante indubitavelmente. Sem medo de exagerar, eu diria que o clima da Terra depende de tudo que ocorre no planeta, acima e abaixo da crosta terrestre, e no Universo.

Tucci 5. Como você explica que as previsões dos modelos estão erradas? Eles conseguem representar o cenário atual e depois o futuro de forma adequada?

Molion Os modelos de clima global (MCG) comumente têm dificuldade em reproduzir as características principais do clima atual, tais como temperatura média global, diferença de temperatura entre equador e pólo, a intensidade e posicionamento das altas subtropicais e das correntes de jato, se não for feito o que é chamado de “sintonia” ou “ajustes”. A resolução espacial dos modelos globais modernos está entre 100km e 250km e todos os processos físicos, diretos ou de realimentação (“feedback”), que se desenvolvem em escalas espaciais muito inferiores a essas, precisam ser resolvidos de uma forma particular, precisam ser “parametrizados”. A parametrização é, em geral, feita com algoritmos físico-estatísticos que dependem da intuição física do modelador e, portanto, podem não representar a realidade do processo físico e serem questionáveis. Dentre os processos mal-simulados nos MCG está o ciclo hidrológico, em particular, formação, desenvolvimento, cobertura de nuvens – que são fundamentais para o balanço radiativo do Planeta – e a precipitação/evapotranspiração, que atuam como termostato da superfície, regulando sua temperatura. Você próprio, em um trabalho com Damiani, em 1994, documentou a discrepância entre modelos com relação à precipitação para a bacia do Rio Uruguai. O transporte de calor sensível pelas correntes oceânicas para regiões fora dos trópicos também é outro processo físico parametrizado, e mal-resolvido. Foi observado que a Corrente do Golfo do México – corrente marinha que transporta calor para o Atlântico Norte, região da Inglaterra, Escandinávia, Groelândia e Ártico – voltou a ficar mais ativa na metade da década de 1990. Com maior transporte de calor sensível, as temperaturas da superfície do mar (TSM) aumentaram. Nessas circunstâncias, os ventos de oeste, em contato com as TSM aquecidas, retiram mais calor do Atlântico Norte e o transportam para a Europa Ocidental – onde está a maior fração dos termômetros utilizados para elaborar a “média global” – que, por conseguinte, apresenta uma mudança climática, um aquecimento local e não global! Em adição, como o efeito-estufa é fraco nessas regiões, devido à baixa concentração de vapor d’água, a emissão de radiação de onda longa para o espaço exterior para o espaço é maior, e o sistema climático terrestre perde mais energia para o espaço exterior (ROL). Em 2006, utilizando dados de Reanálises (NCEP), mostrei que, atualmente, a Escandinávia está perdendo, em média, 20 Wm-2 a mais por emissão de ROL do que perdia há 50 anos. Isso não ocorreria se o CO2 fosse o principal gás de efeito-estufa. Esse seria mais um mecanismo físico de controle do clima global, ou seja, o excesso de calor dos trópicos seria transportado para os pólos pelas correntes marinhas e, de lá, emitido para o espaço por ROL, reduzindo a temperatura global.

Tucci 6. Os argumentos contrários ao atual “main stream” geralmente são atribuídos ao lobby dos grandes poluidores. O quanto das contestações podem ter este caráter?

Molion Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o IPCC e seus seguidores não comprovaram que o aquecimento global seja antropogênico (AGA). Afirmações com terminologia do tipo “é muito provável (very likely)” não têm caráter científico e os argumentos associados não resistem à uma analise científica séria. Argumentos contrários não necessariamente viriam dos “grandes poluidores”. Muitos cientistas não concordam com o AGA. Mas boa parte deles não se declara contrária, por ter medo de sofrer retaliações, perder o emprego ou ter recursos de projeto cortados ou negados. Portanto, eu inverteria a questão e perguntaria a “quem interessa o AGA”, já que não existe base científica sólida que comprove sua existência? É difícil responder essa questão atualmente. Já levantaram hipótese que o interesse seria dos países desenvolvidos (G7) na tentativa de desacelerar, ou mesmo inibir, o desenvolvimento de países emergentes, como Brasil China e Índia, a velha teoria Malthusiana sendo ressuscitada! A quem diga que seriam as próprias companhias de petróleo, uma vez que o ouro negro deva se exaurir dentro dos próximos 20 anos, talvez, e sua redução de consumo não só prolongaria seu domínio como permitiria aumentar seu preço. Note que o preço já passou dos US$110 por barril. Políticos e administradores podem estar vendo no AGA uma possibilidade de criarem mais impostos ou mesmo de se destacarem nos cenários de seus países e/ou mundial. O AGA pode interessar, também, para alguns pesquisadores manterem suas posições e recursos para projetos. Convém lembrar, por exemplo, que Dr.James Hansen, do GISS/NASA, foi um defensor da iminente era glacial no início da década de 1970 e hoje é um dos maiores defensores do AGA. Uma coisa é certa, não se “combate” a intensificação do efeito-estufa e o AGA com medidas inúteis, como o Protocolo de Kyoto, por exemplo. Os fluxos naturais de carbono entre os oceanos, vegetação e solos e a atmosfera foram estimados em cerca de 200 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a). Um erro de 10% nessa estimativa corresponde a 20GtC/a, ou seja, 3 vezes maior que as emissões humanas e cerca de 70 vezes maior que a redução proposta por Kyoto. Em adição, o CO2 não é um “poluente”, com tendo sido propalado na mídia, criando confusão na opinião pública. Ele é um gás natural e é parte da vida. Dentre outros benefícios, as plantas fazem fotossíntese com ele e produzem alimentos, que mantêm os outros seres vivos. Sem ele, nós não existiríamos. Não há justificativa para se utilizar a hipótese do AGA como tentativa de alertar a população para a conservação ambiental. Isso é uma hipocrisia, é maquiavélico! Mudanças climáticas é um assunto completamente distinto de conservação ambiental. Essa tem que ser praticada para a própria sobrevivência da espécie humana, independente de um aquecimento ou resfriamento global. O fato é que não há evidências que o homem seja responsável pelo aquecimento verificado entre 1977 e 1998. De lá para cá, não ocorreu nenhum ano mais quente, embora a concentração de CO2 continue batendo recordes. É muito provável (“very likely”), para usar a terminologia do IPCC, que haja um resfriamento global nos próximos 20 anos, se o sistema climático se comportar como nos últimos 100 anos. O Pacífico está em uma nova fase fria de sua ODP e o Sol estará num mínimo de atividade nesse período (Mínimo de Gleissberg ou Dalton). O resfriamento do clima é ruim para o mundo e para o Brasil, conforme a análise dos dados do período 1947-1976 demonstrou (Leia mais: PERSPCT_CLIMA)

About Prof. PhD Carlos E. M. Tucci

Engenheiro civil, MSc, PhD, professor aposentado do IPH-UFRGS, sócio-fundador da Rhama Consultoria Ambiental. Autor de mais de 300 artigos científicos, livros, capítulos de livros. Experiência de mais de 40 anos na área, com atuação junto a empresas e entidades nacionais e internacionais como: Unesco, Banco Mundial, BID, ANEEL, ANA, Itaipu, entre outros. Premiado em 2011 pela International Association of Hydrological Sciences.

4 Comments

  1. Inteiramente de acordo com o Prof. Molion. Em 1976 verificou-se um shift climático que alterou profundamente a circulação geral da atmosfera. Para esse shift contribuiu o súbito arrefecimento das calotes polares (Aerossóis?; Raios cósmicos solares e/ou galácticos?; Variação de parâmetros orbitais como a inclinação do eixo de rotação?). Nessa ocasião, a variação dos índices PDO-Pacific Decadal Oscillation e NAO-North Atlantic Oscillation que passaram de fases quentes para fases frias atesta a mudança das trocas meridionais de energia e de massas de ar entre as Pólos e os Trópicos e atesta a entrada numa fase fria e não quente. O envio de mais massas de ar quente para os Pólos fez com que a estatística das temperaturas registasse um aumento com aspecto enganador de aquecimento global. A variável significativa na fase fria actual é a pressão atmosférica e não a temperatura -como o Prof. Molion salientou na Universidade de Évora, durante um seminário de há dois anos. A pressão está a subir nos continentes (Europa, Ásia, América, Oceânia) e a diminuir noutras regiões como na Islândia -, o que se manifesta de acordo com o princípio da conservação da massa. Assim, os índices PDO e NAO evoluem com valores positivos. Concordo com o Prof. Molion quando diz que o Protocolo de Kyoto é um flop. A atitude certa seria tomar medidas de adaptação ao calor e ao frio e não medidas de mitigação para prevenir apenas o calor, aliás sem resultado prático. Adaptação ao calor de curta duração actualmente verificado e de frio de longa duração a verificar proximamente. No entanto, como salienta o Prof. Molion, também já se verificam períodos de frio de curta duração como aconteceram no Hemisfério Norte no inverno passado.
    Cumprimentos ao Prof. Molion que admiro pela sua coragem e lucidez.

  2. PERCEPÇÃO AMBIENTAL DA SOCIEDADE – REGIÃO
    DA GRANDE VITÓRIA (ES) – FRENTE À PROBLEMÁTICA DAS
    MUDANÇAS CLIMÁTICAS

    Pesquisa estruturada e desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    Coordenador do NEPA: Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    roosevelt@ebrnet.com.br

    Apoio para desenvolvimento da pesquisa: Brasitália Mineradora Espírito Santense

    Perg. 1 – Igreja/Nível Social:

    Frequency Percent
    Católica A 240 25,0
    Católica B 240 25,0
    Evangélica A 240 25,0
    Evangélica B 240 25,0
    Total 960 100,0

    Perg. 1.1 – Idade:

    Frequency Percent
    14 3 ,3
    15 51 5,3
    16 59 6,1
    17 72 7,5
    18 65 6,8
    19 26 2,7
    20 22 2,3
    21 25 2,6
    22 20 2,1
    23 22 2,3
    24 28 2,9
    25 25 2,6
    26 20 2,1
    27 19 2,0
    28 19 2,0
    29 15 1,6
    30 27 2,8
    31 12 1,3
    32 19 2,0
    33 14 1,5
    34 23 2,4
    35 14 1,5
    36 9 ,9
    37 18 1,9
    38 16 1,7
    39 11 1,1
    40 11 1,1
    41 21 2,2
    42 14 1,5
    43 12 1,3
    44 16 1,7
    45 12 1,3
    46 15 1,6
    47 13 1,4
    48 9 ,9
    49 12 1,3
    50 14 1,5
    51 15 1,6
    52 10 1,0
    53 8 ,8
    54 6 ,6
    55 13 1,4
    56 6 ,6
    57 8 ,8
    58 8 ,8
    59 5 ,5
    60 13 1,4
    61 8 ,8
    62 6 ,6
    63 9 ,9
    64 5 ,5
    65 4 ,4
    66 8 ,8
    67 4 ,4
    68 4 ,4
    70 7 ,7
    71 1 ,1
    72 4 ,4
    73 1 ,1
    76 4 ,4
    Total 960 100,0

    Perg. 1.2 – Sexo:

    Frequency Percent
    Não respondeu 4 ,4
    Masculino 400 41,7
    Feminino 556 57,9
    Total 960 100,0

    Perg. 1.3 – Município:

    Frequency Percent
    Vitória 240 25,0
    Vila Velha 240 25,0
    Serra 240 25,0
    Cariacica 240 25,0
    Total 960 100,0

    Perg. 1.4 – Estado Civil:

    Frequency Percent
    Não respondeu 10 1,0
    Casada/o 418 43,5
    Solteira/o 460 47,9
    Outro 72 7,5
    Total 960 100,0

    Perg. 1.5 – Religião:

    Frequency Percent
    Católico 480 50,0
    Evangélico 480 50,0
    Total 960 100,0

    Perg. 1.6 – Cor:

    Frequency Percent
    Não respondeu 14 1,5
    Branca 437 45,5
    Negra 156 16,3
    Parda 315 32,8
    Amarela 38 4,0
    Total 960 100,0

    Perg. 1.7 – Nível de Renda Pessoal:

    Frequency Percent
    Não respondeu 10 1,0
    No momento estou desempregado 283 29,5
    Abaixo de R$ 500,00 88 9,2
    Entre R$ 501,00 a R$ 1.000,00 225 23,4
    Entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00 148 15,4
    Entre R$ 2.001,00 e R$ 3.000,00 84 8,8
    Entre R$ 3.001,00 e R$ 4.000,00 57 5,9
    Entre R$ 4.001,00 e R$ 5.000,00 32 3,3
    Acima de R$ 5.001,00 33 3,4
    Total 960 100,0

    Perg. 1.8 – Nível de Instrução:

    Frequency Percent
    Não respondeu 4 ,4
    Não tenho estudo 17 1,8
    Primeiro grau incompleto 96 10,0
    Primeiro grau completo 50 5,2
    Segundo grau incompleto 177 18,4
    Segundo grau completo 290 30,2
    Terceiro grau incompleto 174 18,1
    Terceiro grau completo 89 9,3
    Pós graduado 63 6,6
    Total 960 100,0

    Perg. 1.9 – Leitura de jornais/revistas:

    Frequency Percent
    Não respondeu 12 1,3
    Somente leio às vezes 417 43,4
    Leio Regularmente 462 48,1
    Não tenho costume de ler jornais e revistas 69 7,2
    Total 960 100,0

    Perg. 1.10 – Assiste TV:

    Frequency Percent
    Não respondeu 17 1,8
    Às vezes 350 36,5
    Regularmente 560 58,3
    Não tenho costume 33 3,4
    Total 960 100,0

    Perg. 1.11 – Cite o nome de um político capixava que mais tem demonstrado envolvimento com os assuntos ligados à temática das Mudanças Climáticas:

    Frequency Percent
    Não respondeu

    Respondeu

    Observação: a relação de nomes explicitados e as respectivas freqüências de citação são apresentados em tabela
    em separado.

    Perg. 1.12 – Já participou de alguma “Audiência Pública” convocada por um órgão ambiental para discutir problemas relacionados ao Meio Ambiente:

    Frequency Percent
    Não respondeu 3 ,3
    Sim 89 9,3
    Não 853 88,9
    Não sei o que é uma “Audiência Pública” 15 1,6
    Total 960 100,0

    Perg. 1.13 – Já participou, no município onde você mora, de alguma atividade (reunião da comunidade, palestra, mutirão, etc.) ligada ao Meio Ambiente:

    Frequency Percent
    Não respondeu 2 ,2
    Não 415 43,2
    Não, mas gostaria 381 39,7
    Sim 162 16,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.1 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Biodiversidade

    Frequency Percent
    Não respondeu 12 1,3
    Não sei o que é 110 11,5
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 227 23,6
    Sei o que é 611 63,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.2 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Metano

    Frequency Percent
    Não respondeu 15 1,6
    Não sei o que é 163 17,0
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 286 29,8
    Sei o que é 496 51,7
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.3 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Efeito Estufa

    Frequency Percent
    Não respondeu 18 1,9
    Não sei o que é 51 5,3
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 111 11,6
    Sei o que é 780 81,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.4 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Mudanças Climáticas

    Frequency Percent
    Não respondeu 17 1,8
    Não sei o que é 39 4,1
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 91 9,5
    Sei o que é 813 84,7
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.5 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Crédito de Carbono

    Frequency Percent
    Não respondeu 24 2,5
    Não sei o que é 406 42,3
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 280 29,2
    Sei o que é 250 26,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.6 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Chuva Ácida

    Frequency Percent
    Não respondeu 17 1,8
    Não sei o que é 195 20,3
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 193 20,1
    Sei o que é 555 57,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.7 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Agenda 21

    Frequency Percent
    Não respondeu 15 1,6
    Não sei o que é 635 66,1
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 152 15,8
    Sei o que é 158 16,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.8 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Dióxido de Carbono

    Frequency Percent
    Não respondeu 18 1,9
    Não sei o que é 159 16,6
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 198 20,6
    Sei o que é 585 60,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.9 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Clorofluorcarbonos

    Frequency Percent
    Não respondeu 20 2,1
    Não sei o que é 348 36,3
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 241 25,1
    Sei o que é 351 36,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.10 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Aquecimento Global

    Frequency Percent
    Não respondeu 18 1,9
    Não sei o que é 30 3,1
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 92 9,6
    Sei o que é 820 85,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.11 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Biocombustíveis

    Frequency Percent
    Não respondeu 13 1,4
    Não sei o que é 69 7,2
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 167 17,4
    Sei o que é 711 74,1
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.12 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Camada de Ozônio

    Frequency Percent
    Não respondeu 19 2,0
    Não sei o que é 94 9,8
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 134 14,0
    Sei o que é 713 74,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.1.13 – Em relação a cada um dos termos abaixo relacionados, diga o seu nível de conhecimento em relação a cada um deles: Desenvolvimento Sustentável

    Frequency Percent
    Não respondeu 15 1,6
    Não sei o que é 91 9,5
    Já ouvi falar, mas não sei o que é 187 19,5
    Sei o que é 667 69,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.2 – Das opções abaixo, que visam esclarecer as causas das Mudanças Climáticas, qual delas você escolheria:

    Frequency Percent
    Não respondeu 23 2,4
    Atividades humanas são responsáveis pela mudança Climática 672 70,0
    As mudanças climáticas decorrem de causas não humanas 47 4,9
    Não se sabe exatamente a causa das mudanças climáticas 89 9,3
    Os países desenvolvidos inventaram essa estória 19 2,0
    Há exagero e opiniões contrárias em relação às Mudanças 54 5,6
    Não tenho condições de opinar 56 5,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.3 – “A atmosfera da Terra está recebendo a contribuição de milhões de toneladas de gases de efeito estufa que estavam armazenados dentro da Terra logo é de se esperar que a natureza esteja reagindo às novas condições”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 19 2,0
    Não concordo 84 8,8
    Concordo Parcialmente 387 40,3
    Concordo Plenamente 384 40,0
    Não tenho opinião 86 9,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.4 – “Os países ricos não preservaram suas florestas (as usaram de forma a gerar lucros), mas agora querem nos convencer que devemos preservar as nossas”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 22 2,3
    Não concordo 143 14,9
    Concordo Parcialmente 388 40,4
    Concordo Plenamente 328 34,2
    Não tenho opinião 79 8,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.5 – A OMS classificou como pandemia a incidência do vírus H1N1, porém resultados até hoje registrados não mostram a plenitude dos efeitos esperados, o que leva a suspeita de que alguns cientistas exageraram sobre a gravidade da doença”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 16 1,7
    Não concordo 224 23,3
    Concordo Parcialmente 422 44,0
    Concordo Plenamente 150 15,6
    Não tenho opinião 148 15,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.6 – “Como os cientistas dizem que podem prever o clima dentro de 50 anos se não são capazes de prever com exatidão a chuva de amanhã”? Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 21 2,2
    Não concordo 207 21,6
    Concordo Parcialmente 287 29,9
    Concordo Plenamente 370 38,5
    Não tenho opinião 75 7,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.7 – “Uma pesquisa mostrou que mais de 80% dos norte-americanos entrevistados se disseram dispostos a mudar seu modo de vida e a limitar seu consumo em favor do meio ambiente”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 19 2,0
    Não concordo 245 25,5
    Concordo Parcialmente 292 30,4
    Concordo Plenamente 254 26,5
    Não tenho opinião 150 15,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.8 – Como você avalia a citação: “Uma pesquisa indicou que quatro em cada cinco brasileiros (80%) acham que é preciso proteger o meio ambiente ainda que à custa de uma redução do crescimento econômico e da perda de empregos”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 15 1,6
    Não concordo 335 34,9
    Concordo Parcialmente 334 34,8
    Concordo Plenamente 187 19,5
    Não tenho opinião 89 9,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.9 – Como você avalia a citação: “Dos brasileiros pesquisados 90% deles consideraram o aquecimento global como um problema muito sério”. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 14 1,5
    Não concordo 49 5,1
    Concordo Parcialmente 210 21,9
    Concordo Plenamente 649 67,6
    Não tenho opinião 38 4,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.10 – Como você avalia a participação da mídia (TVs, jornais, revistas, etc) em relação ao processo de esclarecimento a sociedade de assuntos relacionados as Mudanças Climáticas. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 18 1,9
    Divulgam, mas de uma forma não muito fácil de entender 181 18,9
    Divulgam, mas usam uma terminologia muito técnica 217 22,6
    Divulgam uma coisa em um dia e no seguinte dizem o contrário 93 9,7
    Divulga muito pouco tendo em conta a importância do assunto 424 44,2
    Não divulgam nada 27 2,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.11 – No que diz respeito à atuação do Poder Público (Governos Federal, Estaduais e Municipais) em relação às ações ligadas ao Meio Ambiente, qual sua avaliação:

    Frequency Percent
    Não respondeu 19 2,0
    A ação do Poder Público é muito boa 19 2,0
    A ação do Poder Público é razoável 169 17,6
    A ação do Poder Público é fraca 463 48,2
    A ação do poder é muito fraca 290 30,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.12 – “82% dos entrevistados em uma dada pesquisa acreditam que as instituições educacionais não fornecem as habilidades e conhecimentos para preparar os profissionais que ingressarão no mercado, em relação aos desafios impostos pelo meio ambiente. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 23 2,4
    Não concordo 143 14,9
    Concordo Parcialmente 429 44,7
    Concordo Plenamente 232 24,2
    Não tenho opinião 133 13,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.13 – Você conhece alguma Organização Não Governamental (ONG) que tenha finalidade voltada ao Meio Ambiente e que atue no município onde você mora?

    Frequency Percent
    Não respondeu 20 2,1
    Não 857 89,3
    Sim. Neste caso, diga o nome dela: 47 4,9
    Não sei o que é uma ONG ambiental 36 3,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.14 – Como avalia a qualidade de vida do município onde você mora?

    Frequency Percent
    Não respondeu 23 2,4
    Ótima 55 5,7
    Boa 289 30,1
    Regular 365 38,0
    Ruim 132 13,8
    Péssima 93 9,7
    Não sei o que é “qualidade de vida” 3 ,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.15 – Como você avalia a citação: “O aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário. A tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam”.

    Frequency Percent
    Não respondeu 24 2,5
    Não concordo 700 72,9
    Concordo Parcialmente 180 18,8
    Concordo Plenamente 56 5,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.16 – Como você avalia, no Brasil, a utilização de parte dos recursos da ampliação da exploração das novas reservas de petróleo (Pré Sal) no combate (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima) às ações decorrentes das Mudanças Climáticas.

    Frequency Percent
    Não respondeu 42 4,4
    Incoerente, o petróleo redunda nas mudanças climáticas 260 27,1
    Incoerente, contrária à posição brasileira nos fóruns 333 34,7
    Correto. Brasil e mundo precisam de petróleo 110 11,5
    Correto. O Brasil precisa de recursos financeiros 178 18,5
    Correto. Brasil não deve levar em conta opinião de terceiros 37 3,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.17 – Cientistas afirmam que alterações de temperatura registradas no planeta são decorrentes das mudanças climáticas e são unânimes em dizer que o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera modifica o clima da Terra. Concorda?

    Frequency Percent
    Não respondeu 37 3,9
    Não concordo 80 8,3
    Concordo Parcialmente 398 41,5
    Concordo Plenamente 312 32,5
    Não tenho opinião 133 13,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.18 – Você tem costume de acessar sites ligados à temática ambiental?

    Frequency Percent
    Não respondeu 26 2,7
    Não tenho acesso a computador 183 19,1
    Tenho computador, mas não acesso 699 72,8
    Acesso. Cite o nome do site citado: 52 5,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.19 – As empresas privadas têm apoiado iniciativas relacionadas ao meio ambiente no município onde você mora?

    Frequency Percent
    Não respondeu 28 2,9
    Totalmente 39 4,1
    Parcialmente 324 33,8
    Não 259 27,0
    Não sei responder 310 32,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.20 – Dos segmentos relacionados a seguir, indique aquele que mais consome água

    Frequency Percent
    Não respondeu 18 1,9
    Abastecimento Público 291 30,3
    Agricultura 103 10,7
    Comércio 14 1,5
    Pecuária 11 1,1
    Indústria 220 22,9
    Não há grande diferença entre os segmentos 142 14,8
    Não sei responder 161 16,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.21 – Se cada morador do seu município tivesse de separar seu próximo lixo (vidro, plástico, restos de comida, etc) você acredita que:

    Frequency Percent
    Não respondeu 23 2,4
    Ninguém separaria, pois dá muito trabalho 119 12,4
    Só alguns separariam 343 35,7
    Todos separariam 32 3,3
    As pessoas só fariam se houvesse uma lei que obrigasse 329 34,3
    Não fariam, pois a Prefeitura não faria a coleta separada 114 11,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.1 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: Governo Federal?

    Frequency Percent
    Sim 515 53,6
    Não 445 46,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.2 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: Governo Estadual?

    Frequency Percent
    Sim 463 48,2
    Não 497 51,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.3 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: Governo Municipal?

    Frequency Percent
    Sim 538 56,0
    Não 422 44,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.4 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: Sociedade?

    Frequency Percent
    Sim 787 82,0
    Não 173 18,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.5 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: Órgãos Ambientais?

    Frequency Percent
    Sim 448 46,7
    Não 512 53,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.22.6 – De quem é a responsabilidade de cuidar / zelar pelo meio ambiente: ONGs ambientalistas?

    Frequency Percent
    Sim 335 34,9
    Não 625 65,1
    Total 960 100,0

    Perg. 2.23 – Na sua casa os assuntos relacionados ao meio ambiente são tratados:

    Frequency Percent
    Não respondeu 19 2,0
    Com muita frequência 75 7,8
    Quase sempre 140 14,6
    Poucas vezes 577 60,1
    Nunca 149 15,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.1 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Reciclagem

    Frequency Percent
    Sim 345 35,9
    Não 615 64,1
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.2 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Emissões de CO2/Efeito Estufa

    Frequency Percent
    Sim 195 20,3
    Não 765 79,7
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.3 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Aquecimento Global

    Frequency Percent
    Sim 355 37,0
    Não 605 63,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.4 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Mudanças Climáticas

    Frequency Percent
    Sim 284 29,6
    Não 676 70,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.5 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Consumo Sustentável

    Frequency Percent
    Sim 344 35,8
    Não 616 64,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.6 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Uso Racional da Água

    Frequency Percent
    Sim 285 29,7
    Não 675 70,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.7 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Poluição do ar

    Frequency Percent
    Sim 196 20,4
    Não 764 79,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.8 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Poluição das águas

    Frequency Percent
    Sim 238 24,8
    Não 722 75,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.9 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Crescimento da população

    Frequency Percent
    Sim 216 22,5
    Não 744 77,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.10 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Pobreza

    Frequency Percent
    Sim 200 20,8
    Não 760 79,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.24.11 – Entre os temas ambientais relacionados a seguir, qual você gostaria de receber maiores informações: Outro assunto. Qual:

    Frequency Percent
    Sim 40 4,2
    Não 920 95,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.25 – Nos últimos dois anos você fez algum curso, participou de algum evento ou palestra, atividade ou programa que fossem dirigidos especificamente relacionados ao Meio Ambiente?

    Frequency Percent
    Não respondeu 36 3,8
    Não 706 73,5
    Sim – Relacionado à mudança climática/outro tema ambiental 218 22,7
    Total 960 100,0

    Perg. 2.26 – Em que mês se comemora a Semana Nacional do Meio Ambiente?

    Frequency Percent
    Não respondeu 164 17,1
    Janeiro 32 3,3
    Março 99 10,3
    Junho 293 30,5
    Agosto 149 15,5
    Dezembro 26 2,7
    Nenhum dos meses acima 197 20,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.27 – As associações comunitárias do município onde você mora têm demonstrado preocupação com a discussão dos problemas ambientais que afetam a comunidade?

    Frequency Percent
    Não respondeu 28 2,9
    Sim, com frequência 35 3,6
    Às vezes 175 18,2
    Não 280 29,2
    Não conheço as associações comunitárias locais 384 40,0
    Não há na comunidade uma liderança comunitária definida 58 6,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.28 – Tendo em conta a citação a seguir, qual a sua escolha: “No conflito entre crescimento econômico e desenvolvimento sustentável, de que lado você fica?”

    Frequency Percent
    Não respondeu 31 3,2
    Totalmente do lado do desenvolvimento econômico 38 4,0
    Totalmente do lado do desenvolvimento sustentável 266 27,7
    Minha posição depende da análise de cada situação 306 31,9
    Não há como ter desenv. sustent. se o objetivo é o econômico 106 11,0
    Nem um, nem outro 54 5,6
    Não sei responder 159 16,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.29 – No seu dia-a-dia (residência, escola, trabalho, etc) já identificou alguma ação que poderia fazer (ou sugerir que fosse feita), de modo a contribuir de forma positiva para o Meio Ambiente?

    Frequency Percent
    Não respondeu 32 3,3
    Não 496 51,7
    Sim. Qual? 169 17,6
    Sim, mas ainda não consegui convencer os outros a adotá-la 263 27,4
    Total 960 100,0

    Perg. 2.30 – Você se interessa por assuntos relacionados com Meio Ambiente?

    Frequency Percent
    Não respondeu 26 2,7
    Sim 406 42,3
    Às vezes 424 44,2
    Apenas por alguns assuntos. Cite um deles: 22 2,3
    Não 82 8,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.31 – Qual a sua opinião quanto ao poder da sociedade em reverter o problema decorrente das Mudanças Climáticas

    Frequency Percent
    Não respondeu 37 3,9
    A sociedade tem pouco poder 122 12,7
    A sociedade tem pouco poder, mas deve lutar para ser ouvida 440 45,8
    A sociedade tem pouco poder e não será ouvida 161 16,8
    A sociedade tem poder, mas não influencia em nada 111 11,6
    Não sei opinar 89 9,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.32 – Escolha apenas uma das opções abaixo. Considero que as indústrias:

    Frequency Percent
    Não respondeu 28 2,9
    Investem no Meio Ambiente e procuram cumprir as normas 64 6,7
    Investem no Meio Ambiente, mas continuam a causar poluição 283 29,5
    Não investem no Meio Ambiente e não cumprem as normas 122 12,7
    Omitem informações sobre danos que causam no Meio Ambiente 226 23,5
    Precisam ter apoio do Governo para resolver problemas 36 3,8
    Deveriam utilizar os lucros na solução dos problemas 201 20,9
    Total 960 100,0

    Perg. 2.33 – Escolha uma das opções abaixo. Considero que o Governo (Federal, Estaduais e Municipais):

    Frequency Percent
    Não respondeu 24 2,5
    Investem no Meio Ambiente e procuram cumprir as normas 72 7,5
    Investem no Meio Ambiente, mas ainda causam poluição 386 40,2
    Não investem no Meio Ambiente e não cumprem as normas 164 17,1
    Não investem, nem atuam e não cumprem as normas 274 28,5
    Não investem, pois não precisa atender às exigências 40 4,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.34 – Escolha apenas uma opção abaixo. Você acha que pode haver desenvolvimento econômico e social sem efeitos sobre o Meio Ambiente?

    Frequency Percent
    Não respondeu 24 2,5
    Sim, em todos os casos 156 16,3
    Sim, mas há exceções 450 46,9
    Não. Os impactos são o preço a ser pago pela sociedade 231 24,1
    Não. Os impactos são inerentes ao processo de desenvolv. 69 7,2
    O conceito de desenvolvimento não está ligado à problemática 30 3,1
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.1 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Aumento de eventos climáticos extremos

    Frequency Percent
    Sim 459 47,8
    Não 501 52,2
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.2 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Elevação do nível do mar

    Frequency Percent
    Sim 576 60,0
    Não 384 40,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.3 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Derretimento da cobertura de gelo

    Frequency Percent
    Sim 638 66,5
    Não 322 33,5
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.4 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Redução da disponibilidade de recursos hídricos

    Frequency Percent
    Sim 355 37,0
    Não 605 63,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.5 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Mudanças nos ecossistemas

    Frequency Percent
    Sim 570 59,4
    Não 390 40,6
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.6 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Desertificação

    Frequency Percent
    Sim 444 46,3
    Não 516 53,8
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.7 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Influência na Agricultura

    Frequency Percent
    Sim 326 34,0
    Não 634 66,0
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.8 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Influência na saúde e bem estar da população

    Frequency Percent
    Sim 362 37,7
    Não 598 62,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.9 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Não haverá efeitos decorrentes das mudanças climáticas

    Frequency Percent
    Sim 16 1,7
    Não 944 98,3
    Total 960 100,0

    Perg. 2.35.10 – Em sua opinião, entre os itens abaixo marque aqueles (um ou mais) que são prováveis efeitos das Mudanças Climáticas: Não sei responder

    Frequency Percent
    Sim 67 7,0
    Não 893 93,0
    Total 960 100,0

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    aprovação do NEPA

  3. Olá,

    Alguns dizem que há interesses por trás desse tal de aquecimento global. Pode até haver alguns que se aproveitam no meio de uma coisa midiática tão grande, mas enquanto o absurdo empirismo dessa gente que comanda e domina essa questão não aplicar as ciências de conhecimento universal e assim continuar cometendo erros tão absurdos e elementares da física básica, podem deixar que se trata apenas de ignorância científica mesmo e, por isso, uma “conspiração” climática mundial não se sustenta. E já deram muitas provas disso, em seus “modelos” fajutos (os quais são ajustados para darem os resultados desejados, que absurdo!!), em publicações de revistas, em “previsões”, etc. Primeiro eles têm que entender bem e resolver cientificamente a questão, como eu já a resolvi, modestamente, o que o Molion não conseguiu, antes de afirmarem que há conspiração, por uma questão de lógica e bom senso.

    Quem comanda e domina essa questão no mundo é o IPCC e seus meteorologistas, climatologistas, hidrologistas, etc, os quais, para afirmar que existe aquecimento “global”, absurda e ingenuamente relacionaram um aumento de temperatura com um aumento de CO2. Mas, para constatar que há aumento do efeito estufa não basta uma simples e ingênua relação de um parâmetro com outro, pois na atmosfera há muitos outros parâmetros que precisam ser relacionados entre si para podermos realmente constatar um aumento de aquecimento atmosférico. E tais relações são baseadas na teoria física da questão, o que não se vê os profissionais acima relacionados fazerem, por isso erram tanto e tão absurdamente. E falo isso não apenas em relação às coisas que se vê na mídia, mas em relação às publicações de suas revistas internacionais, cujos artigos deveriam ser um primor de ciência, mas não são, são muitos e enormes absurdos mesmo.

    Além de eles terem relacionado somente um único parâmetro com outro, eles escolheram apenas as partes da história em que há os referidos aumentos, mas há outras partes da história em que há reduções desses parâmetros que não foram considerados por eles. É nessa hora que entra o Molion, que escolheu para suas afirmações exatamente o lado contrário dos outros, ou seja, quando os referidos parâmetros decrescem, cometendo o mesmo erro, só que do lado contrário. Vale lembrar que o Molion é tambem meteorologista e, como os outros empíricos, só depende de dados experimentais, os quais têm uma variabilidade natural complexa que confunde se as análises não forem ajudadas pela verdadeira teoria científica. Trabalhei e tenho trabalhado teórica e experimentalmente com sistemas de aquecimento atmosferico e posso dizer que quase tudo que tem sido dito sobre o tal do aquecimento “global” está essencialmente errado, inclusive pelo Molion.

    Por incrível que pareça, o ser humano é sim capaz de causar mudanças climáticas, mas não do jeito que dizem. Com poucas palavras, faço qualquer um entender como o ser humano pode sim interferir no clima. Enquanto isso, conheçam mais em sartori-aquecimentoglobal.blogspot.com.

  4. Gilson Leite de Moura

    O Professor Molion tem razão. A vantagem de sermos mais velhos é que não caímos mais em lorotas. Há um tipo de imprensa (aquela que mais enricou e por isso é maior e mais poderosa) que sempre esteve do lado do capital. É claro que a energia do planeta não dará para todos, se os “grandes” deixarem o mundo subdesenvolvido desenvolver nos moldes estabelecidos por eles. A preocupação com o meio ambiente é mais uma falácia de quem está com toda a imprensa na mão e como no passado, à pretextos de colonizarem o mundo implantaram uma “civilização” que só interessou aos “civilizadores”. Todos sabemos o que restou de muitos países africanos. Por isso nenhum país quer mais ganhar a pecha de colonizador nos dias de hoje e de maneira matreira transferem essa ação para o “aquecimento global” e aí colonizam todo planeta com tanta lavagem cerebral. Porque o mundo dito civilizado estaria hoje tão preocupado com o meio ambiente que numericamente afetaria mais a maioria pobre? Se a história é a mestra da vida temos que aprender com essa grande mestra. Melhor seria a imprensa deixar de cometer gafes e aprender o que é CO2 . Aí então vai perceber quanta tolice já escreveram chamando de veneno aquilo que já é remédio desde os primórdios do planeta. Porque chamar de tóxico o gás da vida se sem ele não haveria fotossíntese e o nosso alimento?
    O majestoso sol, pendurado acima das nossas cabeças é que continuará comandando o clima e todas as conferências mundiais proferidas pelos mortais desse planeta pequeno não acrescentarão um só grau a temperatura da TERRA. Precisamos nos acordar! Burrice tem limite! O “inimigo” não pode continuar escrevendo a cartilha que estudaremos nas nossas “escolas” influenciando tantas mentes “iluminadas.”

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