Glossário

A

Afluente

Curso d’água que flui para outro curso com maior área de drenagem a montante ou para um lago ou reservatório.

Fonte: ANA, 2015; UNESCO, 1983

Agregado

Termo para a pedra ou brita necessários ao preenchimento de estruturas de infiltração como trincheiras e pavimentos porosos.

Ajuste de modelo

O mesmo que “Calibração de modelo”. Ajuste dos parâmetros de um modelo, seja por considerações físicas, seja por otimização matemática, para se obter a melhor concordância possível entre os dados observados e os resultados da simulação.

Fonte: UNESCO, 1983

Alagamento

Evento caracterizado pelo acúmulo de água decorrente da ausência ou precariedade da drenagem.

Anemômetro

Instrumento meteorológico usado para medir a direção, o sentido e a velocidade do vento.

Fonte: ANA, 2015

Aproveitamento hidroelétrico

Aproveitamento de um curso d’água para produção de energia elétrica, podendo ser feito com ou sem acumulação de água. No primeiro caso, executa-se o represamento com capacidade para acumular, durante a época de chuvas, um volume de água suficiente para que seja atravessado o período de seca. No segundo caso, não existe a interrupção do escoamento natural do curso d’água, que passa pelas turbinas e vertedouro, denominando-se aproveitamento hidroelétrico a fio d’água.

Fonte: ANA, 2015

Assoreamento

Processo de deposição de sedimentos nos leitos de arroios, rios, em reservatórios e no interior dos condutos, que conduz à elevação do leite e diminuição da área de escoamento.

Fonte: UNESCO, 1983

Autodepuração

Processo natural envolvendo fenômenos físicos, químicos e biológicos que promovem a restauração de um corpo d’água às condições existentes antes da ocorrência de alguma atividade antrópica que promova a alteração de sua qualidade.

Fonte: ANA, 2015

Água disponível no solo

Água no solo disponível para as plantas. Obtida frequentemente pela diferença entre a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente. Neste contexto, a água disponível no solo é igual à capacidade útil de armazenamento.

Fonte: UNESCO, 1983

Área impermeável

Superfícies impermeáveis tais como pavimentos ou telhados, que evitam a infiltração da água no solo.7

B

Bacia hidrográfica

Espaço geográfico delimitado pelo respectivo divisor de águas cujo escoamento superficial converge para seu interior sendo captado pela rede de drenagem que lhe concerne.

Fonte: ANA, 2015

Balanço hídrico

Balanço da água baseado no princípio de que durante um certo intervalo de tempo as afluências totais a uma bacia ou formação aquática deve ser igual ao total das saídas mais a variação, positiva ou negativa, do volume de água armazenado nessa bacia ou massa de água.

Fonte: UNESCO, 1983

C

Calibração de modelo

Mesmo que “Ajuste de modelo”. Ajuste dos parâmetros de um modelo, seja por considerações físicas, seja por otimização matemática, para se obter a melhor concordância possível entre os dados observados e os resultados da simulação.

Fonte: UNESCO, 1983

Canalização

Redes de esgoto compostas por canos, galerias fechadas ou abertas ou simplesmente valos a céu aberto.

Captação

Estrutura construída junto a um corpo d’água, que permite o desvio, controlado ou não, de um certo volume, com a finalidade de atender a um ou mais usos da água.

Fonte: IGAM, 2008

Carga poluidora

Quantidade de determinado poluente transportado ou lançado em um corpo de água receptor, produto da concentração de um parâmetro de qualidade da água pela vazão.

Casa de Bombas

Edificações onde são instalados equipamentos elétricos e mecânicos destinados a elevar o nível das águas ou então pressioná-las num determinado sentido.

Chuva de projeto

Altura e distribuição da precipitação, sobre uma determinada bacia de drenagem, utilizada na determinação da cheia de projeto. Um evento de chuva de duração e período de retorno específicos que é utilizado para calcular o volume escoado e a vazão máxima com fins de projeto.

Chuva efetiva

Parte da precipitação líquida que efetivamente gera escoamento superficial.

Fonte: ANA, 2015

Comporta

Elemento do tipo porta ou tapume que impede a passagem das água.

Confluência

Local de junção entre trechos de drenagem.

Fonte: ANA, 2015

Curva de permanência

Curva que relaciona uma dada vazão com a frequência com que esta é igualada ou superada ao longo do tempo.

Fonte: ANA, 2015

Curva de remanso

Perfil longitudinal da superfície da água num curso d’água quando ela se eleva acima do seu nível normal pela presença de uma obstrução artificial ou natural.

Fonte: DNAEE, 1976

Curva-chave

Relação entre as cotas e as vazões numa estação hidrométrica.

Fonte: ANA, 2015


D

Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)

Quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia, normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumida durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica.

Fonte: ANA, 2015

Demanda Química de Oxigênio (DQO)

Medida da capacidade de consumo de oxigênio por oxidação química da matéria orgânica presente na água ou água residuária.

Fonte: IGAM, 2008

Descarga de fundo

Elemento hidráulico para esvaziamento de represas ou para manutenção da vazão ecológica a jusante da barragem.

Fonte: ANA, 2015

Desenvolvimento sustentável

É o desenvolvimento econômico e social que conserve e preserve os ecossistemas ao longo do tempo.

Disponibilidade hídrica

Quantidade de água disponível em um ponto ao longo do tempo definida a partir das características hidrológicas.

Divisor de águas

Limite topográfico formado pela linha contínua de todos os pontos de maior altitude local, que separa bacias hidrográficas adjacentes e delimita subdivisões de bacias maiores em bacias menores (sub-bacias).

Fonte: ANA, 2015

Drenagem

Retirada de água, por bombeamento ou gravidade, de uma determinada área.

Fonte: UNESCO, 1983


E

Ecossistema

Unidade que, abrangendo o conjunto de seres vivos e todos os elementos que compõem determinado meio ambiente, é considerada um sistema funcional de relações interdependentes no qual ocorre uma constante reciclagem de matéria e um constante fluxo de energia.

Fonte: MMA, s.d.

Efluente

Descarga de poluentes no meio ambiente, parcial ou completamente tratada ou em seu estado natural. Pode ser líquido ou gasoso.

Fonte: MMA, s.d.

Erosão

Desgaste, dissolução ou remoção do solo ou rochas, principalmente por ação de agentes intempéries (chuvas, ventos, degelo etc.). O processo natural de erosão pode se acelerar, direta ou indiretamente, pela ação humana. A remoção da cobertura vegetal, por exemplo, provoca erosão ou acelera o processo erosivo natural.

Fonte: MMA, s.d.

Estação de Tratamento de Água – ETA

Local onde se trata a água bruta, retirada da natureza, para torná-la potável através de processo físico-químico e biológico, antes de seu consumo.

Fonte: ANA, 2015

Estação de Tratamento de Esgoto – ETE

Local onde se trata o efluente doméstico ou industrial, através de processo físico-químico e biológico, antes de ser lançado nos corpos d’água.

Fonte: ANA, 2015

Estação pluviométrica

Estação onde se realizam apenas medições da precipitação observada.

Fonte: UNESCO, 1983

Estações de bombeamento

Conjunto de obras e equipamentos destinados a retirar água de um canal de drenagem, quando não mais houver condição de escoamento por gravidade, para um outro canal em nível mais elevado ou receptor final da drenagem em estudo.

Eutrofização

Crescimento exagerado de algas e bactérias, ocasionado pelo aumento excessivo de nutrientes na água, especialmente fósforo e nitrogênio. Conquentemente, há uma forte redução do nível de oxigênio da água, que pode levar à morte de outros seres aquáticos.

Evapotranspiração potencial

Perda d’água por evapotranspiração observada em uma cultura ou superfície vegetada em fase de crescimento ativo e que não esteja sofrendo nenhum tipo de estresse hídrico, sanitário ou nutricional.

Fonte: ANA, 2015

Evapotranspiração real

Perda d’água por evapotranspiração observada em uma cultura ou superfície vegetada sob as condições ambientais normais.

Fonte: ANA, 2015

Exutório

Local de mais baixa altitude de uma bacia hidrográfica para onde convergem todos os escoamentos superficiais de seu interior.

Fonte: ANA, 2015


F

First flush

A primeira porção do escoamento pluvial que traz consigo a maior porção de poluentes.

Fontes poluidoras

Fontes difusas e pontuais. As fontes difusas geralmente são de origem urbana (escoamento pluvial), agrícola (escoamento pluvial que transporta matéria orgânica, sedimentos, pesticidas, entre outros), produção agropecuária difusa (granjas com aves e suínos), mineração dispersa (uso de mercúrio, mineração de carvão que deixa a água ácida, etc); efluentes de esgoto em fossas. As fontes pontuais tradicionais são os efluentes domésticos urbanos e rurais e efluentes industriais.


G

Galeria

Canalizações públicas usadas para conduzir as águas pluviais provenientes das bocas-de-lobo e das ligações privadas

Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos

É o processo que promove o desenvolvimento coordenado e o gerenciamento da água, terra e recursos relacionados para maximizar o resultado econômico e social de forma eqüitativa sem comprometer a sustentabilidade vital do ecossistema.

Grau de saturação

Relação entre o volume de água e o volume de vazios de um solo, expressa em percentagem. Varia de 0% para um solo seco a 100% para um solo saturado.

Fonte: ANA, 2015


H

Hidrograma

Representação gráfica da vazão em uma seção do curso d’água ao longo do tempo.


I

Incerteza

Diferença entre as estatísticas da amostra e da população de um conjunto de dados.  As incertezas estão presentes nos erros de coleta de dados, na definição de parâmetros, na caracterização de um sistema, nas simplificações dos modelos e no processamento destas informações para definição do projeto de drenagem.

Infiltração

Passagem da água da superfície do solo para o meio poroso.

Fonte: ANA, 2015

Inundação

Ocorre quando o rio sai do seu leito menor, atingindo a várzea.

Isoieta

Isolinha de precipitação acumulada em determinado período projetada em plano horizontal.


J

Jusante

Refere-se a uma localização rio abaixo com relação a uma seção de referência.


M

Mata Ciliar

Vegetação que margeia os cursos d’água, ou que contorna os lagos, nascentes e açudes, situando-se em solos úmidos ou até mesmo encharcados e sujeitos às inundações periódicas.

Fonte: ANA, 2015

Meandro

Sinuosidade do curso de um rio, constituída por duas curvaturas consecutivas, onde o escoamento se dá no sentido horário em uma e em sentido contrário na outra.

Fonte: ANA, 2015

Medidas de controle de inundações

Podem ser estruturais e não-estruturais.

Estruturais: quando o homem altera o sistema natural para controle de inundação como por exemplo, com a implementação de um dique, barragem, reflorestamento, etc.

Não-estruturais: quando o homem convive com a inundação através de, por exemplo, seguro contra inundação, previsão e alerta da inundação, zoneamento das áreas de inundação, proteção local e medidas legais associadas.

Modelo Hidrológico

Representação matemática simplificada de alguns ou de todos os processos do ciclo hidrológico por um conjunto de conceitos hidrológicos expressos em linguagem matemática e interligados em sequências temporais e espaciais correspondentes às observadas na natureza.

Fonte: ANA, 2015

Montante

Refere-se a uma localização rio acima com relação a uma seção de referência.


P

Pegada Hídrica

Volume de água total usado durante a produção e o consumo de bens e serviços, bem como o consumo direto e indireto no processo de produção, permitindo tornar possível a quantificação do consumo de água total ao longo de sua cadeia produtiva.

Fonte: ANA, 2015

Planície de Inundação

Conjunto de terras planas próximas ao fundo do vale de um curso d’água, inundadas quando o escoamento desse curso exceda a capacidade normal do canal.

Fonte: ANA, 2015

Pluviógrafo

Instrumento que registra continuamente a altura da precipitação.

Fonte: ANA, 2015

Pluviômetro

Recipiente que coleta diretamente a água precipitada e impede a evaporação dessa água acumulada, fornecendo a altura da precipitação num determinado ponto em intervalos.

Fonte: ANA, 2015

Probabilidade de enchente

Geralmente a probabilidade de uma enchente se refere a ao risco que a mesma seja atingida ou superada num ano qualquer. Quando a definição se refere a outros condicionantes geralmente o mesmo é expresso. Por exemplo a probabilidade que um evento seja superado nos próximos 5 anos.


Q

Q7,10 (vazão de referência)

Vazão de referência que é a menor vazão média de sete dias consecutivos, com um período de retorno (recorrência) de dez anos. A Q7,10 tem 10% de chance de ocorrer em qualquer ano. É o critério baseado na vazão mínima utilizado por alguns estados para concessão de outorga de uso da água.

Fonte: ANA, 2015


R

Regionalização de vazões

Técnica estatística para estimar vazões características em locais sem dados, a partir dos dados existentes em bacias hidrologicamente semelhantes.

Fonte: ANA, 2015

Regularização de vazão

A disponibilidade hídrica pode ser natural, sem efeito de regularização e com regularização a partir de um reservatório.  A regularização pode ser medida com base numa parcela da vazão média, na medida em que a maior vazão que pode ser regularizada é a vazão média, representando a máxima vazão disponível. Dependendo do clima e das condições topográficas a vazão regularizada pode variar de 0,25 a 0,8 da vazão média.  Para climas úmidos no Brasil tem sido utilizado valor de 0,6 – 0,7 da vazão média e para clima semi-árido de 0,20 – 0,40.

Reservatório de detenção

Estrutura para o armazenamento temporário do escoamento pluvial utilizada para controlar os valores de vazões máximas e promover a deposição de sedimentos por gravidade, mantido seco, na maior parte do tempo.

Reservatório de retenção

Estrutura para o armazenamento temporário do escoamento pluvial utilizada para controlar os valores de vazões máximas e melhoria da qualidade da água. Mantém uma lâmina de água permanente em seu interior.

Rio intermitente

Trecho de drenagem cuja disponibilidade hídrica durante parte do ano é igual a zero.

Fonte: ANA, 2015

Rio perene

Trecho de drenagem cuja disponibilidade hídrica durante todo o ano é positiva.

Fonte: ANA, 2015


S

Sarjeta

Faixas de via pública, paralelas e vizinhas ao meio-fio. A calha formada é a receptora das águas pluviais que incidem sobre as vias públicas e que para elas escoam.

Sistema natural

Sistema natural é formado pelo conjunto de elementos físicos, químicos e biológicos que caracterizam o sistema natural da bacia hidrográfica e os recursos hídricos formado pelos rios, lagos e oceanos.


T

Tempo de retorno

É o tempo, em média, que um evento se repetirá. Usualmente definido em anos.

Trecho de vazão reduzida (VTR)

Trecho de drenagem situado entre a barragem e a casa de força de empreendimentos hidroelétricos, nos quais a vazão é desviada para melhor aproveitamento da queda. No TVR a vazão do rio é diminuída, só sendo reestabelecida a jusante da casa de força.

Fonte: ANA, 2015


U

Uso não consuntivo da água

Uso da água que se considera não haver impacto significativo sobre a disponibilidade quantitativa da água.

Fonte ANA, 2015

Usos consuntivos da água

São usos que reduzem o volume entre a retirada do sistema hídrico e seu retorno. Geralmente são considerados como usos conjuntivos: abastecimento humano, animal e industrial e irrigação.

V

Vazão de pico

Valor máximo instantâneo de vazão durante um evento.

Volume morto

A porção de um reservatório ou estrutura de infiltração que está abaixo da altura de posicionamento da estrutura de saída inferior.

Vulnerabilidade a eventos extremos

É a incapacidade da população de retornar as condições prévias de ocorrência do evento em termos de habitação e condições sócio-econômicas.