Gestão integrada de águas urbanas

A gestão integrada das águas urbanas envolve o planejamento urbano, os meios legais de gestão, os serviços de: abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduo sólido, drenagem urbana e inundações ribeirinhas (como prevê a lei nacional de saneamento) e as metas de qualidade de vida e meio ambiente. Todos esses elementos combinados e com a adequada gestão contribuem para o desenvolvimento da cidade de forma sustentável. Atualmente, a gestão dos serviços é realizada de forma fragmentada. Os problemas são integrados e necessitam de gestão integrada para a sustentabilidade do desenvolvimento urbano ao longo do tempo.

Gestão integrada de águas urbanas

Soluções

Águas Urbanas

  • Gestão integrada de águas urbana
  • Manual de drenagem urbana
  • Plano diretor de drenagem urbana
  • Plano diretor urbano
  • Plano estratégico de infraestrutura
  • Plano de manejo de águas pluviais
  • Termo de referência para plano de saneamento básico
  • Plano estadual de esgotamento sanitário e águas pluviais
  • Inundações: avaliação de estratégias, projetos e obras de controle, gestão integrada
  • Drenagem: avaliação de projetos, concepção, gestão
  • Termo de referência para plano de drenagem urbana

Serviços de águas urbanas

O abastecimento de água é o sistema de atendimento da água para a população. Este sistema tem os seguintes componentes: manancial de água de onde é retirada água para abastecimento; adução é o transporte da água até a estação de tratamento de água (ETA) e depois o sistema de distribuição, que possui reservação e distribuição à população por uma rede.

O esgoto sanitário é o sistema de coleta dos efluentes (residenciais, comerciais e industriais), o transporte deste volume até uma estação de tratamento de esgoto (ETE) e disposição num corpo de água da água (rios, reservatório, lago e mesmo irrigação).

Águas pluviais: a gestão das águas pluviais urbanas é um dos principais aspectos da gestão da água nas cidades. Existem dois tipos de condicionantes principais relacionados: a drenagem urbana (pequenas bacias), que é construída pelos projetos urbanos e altera a cidade, na maioria das vezes produzindo inundações devido à canalização e pela impermeabilização das superfícies; e as inundações ribeirinhas (bacias médias e grandes) quando, no vale dos rios, a população ocupa áreas em que o rio inunda, gerando impactos sobre a população.

● Drenagem urbana: a drenagem urbana é constituída de sarjetas, bueiros, condutos e outros dispositivos para coleta e transporte da água. Existem pequenos condutos que drenam pequenas áreas, chamados de microdrenagem, no qual incluem os bueiros e sarjetas e canais, e rios naturais, que coletam toda a microdrenagem, chamados de macrodrenagem. A urbanização, se não for controlada, tende a produzir aumento das vazões de inundações, erosão e sedimentos e piora da qualidade da água.

O Plano Diretor de Drenagem Urbana é o instrumento utilizado para planejar o controle dos impactos dentro da cidade e orientar as ações de curto e longo prazo para um desenvolvimento sustentável. A empresa tem atuado o desenvolvimento deste plano e de simulação de impactos dentro da rede de drenagem tanto de quantidade como de qualidade da água. (ver artigos selecionados com as experiências).

● Inundações ribeirinhas: as inundações ribeirinhas ocorrem quando o rio sai do seu leito e ocupa a planície, o que geralmente ocorre com frequência média de 2 anos. Os impactos são importantes quando a cidade ocupa com alta densidade esta área. A gestão desta área pode ser realizada por meio de medidas estruturais, que são obras que alteram o rio para proteger a população, ou com medidas não-estruturais, em que a população convive com as inundações por meio do zoneamento das áreas de inundações, incluída no Plano Urbano e no Plano de Drenagem, e alerta das inundações, entre outros.

Resíduos sólidos: a gestão dos sólidos produzidos pela população tem três componentes: coleta domiciliar, limpeza das ruas e a parcela que vai para a drenagem. Os dois primeiros atuam para reduzir o último componente. Junto com os resíduos sólidos humanos estão os sedimentos produzidos pelo efeito da chuva sobre as superfícies desprotegidas. Quando a cidade está em desenvolvimento, ocorre aumento significativo dos sedimentos das obras. Depois que a cidade está construída, a proporção dos resíduos da população tem parcela importante. Os resíduos totais obstruem a drenagem e contaminam os sistemas hídricos, já que grande parte da carga vem agregada aos sedimentos.
Meio ambiente: os principais problemas ambientais urbanos se relacionam com a erosão e formação de áreas degradadas; contaminação dos aquíferos por diferentes despejos para o subsolo; esgoto sem tratamento e despejado dos rios e condutos; resíduos sólidos sem coleta ou aterros sem controle; água contaminada pelas superfícies urbanas devido à lavagem das ruas. As cidades tendem a coletar água a montante e despejar a jusante, contaminada. Como existem cidades a montante e a jusante, existe na realidade um ciclo de contaminação entre cidades. A legislação de saneamento estabelece o Plano de Saneamento Básico, que deve tratar dos planos dentro das cidades dos quatro serviços de saneamento. O plano de saneamento deve ser um instrumento integrado de ações para cidade, com contexto específico de serviços e das relações de integração dos serviços na cidade.

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